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Investimentos sustentáveis em alta no Brasil

Entrar no mercado de capitais exige estudo e acompanhamento constante. Requer também parceiros sólidos e competentes que vão ajudar na […]



"Os investimentos sustentáveis estão cada vez mais aquecido no país, principalmente pela demanda de investidores locais e estrangeiros por esses produtos."


Entrar no mercado de capitais exige estudo e acompanhamento constante. Requer também parceiros sólidos e competentes que vão ajudar na busca pelos melhores investimentos para cada perfil de investidor. Em Goiânia, a Lego Investimentos conecta famílias e grandes empresas do Centro-Oeste a soluções financeiras personalizadas. A empresa é integra o BTG Pactual, eleito o melhor e o maior Banco de Investimentos da América Latina, com 36 anos de expertise no segmento de alta renda e dono da melhor equipe de research do Brasil.

Conversamos com dois sócios-fundadores da Lego, que destacaram informações de primeira mão para quem deseja investir em práticas sustentáveis. Pedro P. Menezes formou-se em Administração pelo Insper e especialista em Investment Banking pela Singapore Management University (SMU). Trabalhou no Fundo de Infraestrutura do Pátria e foi sócio da Patagon Partners, boutique de M&A, onde desenvolveu deals com fundos nacionais e internacionais com volume de negócio que ultrapassou R$ 200 milhões de reais. É ainda sócio fundador da LIB Partners e atua como Gestor de Crédito, M&A e Special Situations.

Caio Cobo formou-se em Economia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com foco em investimentos ESG e é autor do estudo “Análise do Desempenho Financeiro de Investimentos ESG no Brasil entre 2008 e 2020”. Com ampla experiência no mercado financeiro, é responsável por realizar a sugestão de portfólios e curadoria de produtos financeiros.  Confira a entrevista a seguir:

– Como foi a criação da Lego Investimentos? Partiu de qual necessidade?

PEDRO MENEZES – Após morar em São Paulo para fazer faculdade no Insper e ter a experiência necessária, decidi abrir a empresa na região centro oeste para aproximar o mercado de capitais das famílias e empresas da região. Hoje a Lego Investimentos tem mais de R$ 380MM sob gestão e a LIB assessorou empresas na captação de mais de R$ 150MM.

– Como está o mercado de investimentos e, mais especificamente, de investimentos sustentáveis?

CAIO COBO – O mercado de investimentos brasileiro segue em forte tendência de expansão com um maior número de CPFs na bolsa, próximo de 4 milhões e com número de IPOs relevante, onde há uma maior entrada de empresas na Bolsa. Estamos vendo plataformas de investimentos cada vez melhores e maiores. O perfil do investidor brasileiro vem mudando, deixando de investir em produtos como a poupança e se aventurando pelo mercado, iniciando pelo Tesouro Direto, muitas vezes, e chegando até o mercado de ações.

Quanto aos investimentos sustentáveis, esse está cada vez mais aquecido no país, principalmente pela demanda de investidores locais e estrangeiros por esses produtos e, pelo fato das empresas brasileiras serem incentivadas a seguir padrões de sustentabilidade exigidas por investidores internacionais. No Brasil, para saber como será o mercado daqui 5/10 anos, geralmente precisamos ver como está o mercado em países desenvolvidos como os EUA e costumamos ver a chegada de tendências que foram desenvolvidas e estabelecidas nesses mercados e, com o investimento sustentável não é diferente. O investimento socialmente responsável, seguindo critérios de sustentabilidade, já possuem destaque nesses mercados há algum tempo, contudo, no Brasil essa temática ainda é recente.

Hoje, vemos de algumas formas a fomentação desse tipo de investimento: pela ótica do investidor, vemos que esse passou a buscar investimentos responsáveis, isto é, investimentos em empresas que possuem uma agenda sustentável, social e de governança (ESG). Todavia, ainda não vemos investidores de varejo (pessoa física) demandando esses produtos como os investidores institucionais, que já estão incorporando esses critérios em seu processo de investimentos. Já pela ótica das empresas, essas estão sendo cada vez mais pressionadas pelos seus stakeholders (partes interessadas: clientes, colaboradores, acionistas, fornecedores, Governo etc) a se adequarem em quesitos de sustentabilidade. Hoje os clientes se importam com o posicionamento das marcas, a maneira como seus colaboradores são tratados, a questão sustentável, entre outros. E, além disso, os investidores, como já contamos, estão cada vez mais se importando com critérios ESG e se as empresas não se adequarem ao longo dos próximos anos poderão encontrar dificuldade para se financiar e levantar capital.

PEDRO –  Sobre o ponto do financiamento, encontramos o setor de mercado sustentável mais aquecido. A emissão de dívida atrelada a questões sustentáveis, sociais e de governança, onde caso as empresas atinjam certas metas, conseguem financiar a taxas mais atrativas.

– A procura em Goiás por investimento sustentável é tímida? Vem crescendo em que ritmo?

CAIO – Sendo bem honesto, a procura por esse tipo de investimento ainda é baixa para investidores pessoas físicas, não só em Goiânia, mas no Brasil. Hoje, a demanda por investimentos sustentáveis está mais presente em investidores institucionais: fundos de pensão, fundos de capital estrangeiro, Family offices. Mas se comparamos a evolução até 2020 e de 2020 para cá, a procura vem crescendo exponencialmente e até por isso vemos as instituições correndo atrás para oferecer produtos com selo sustentável e cobrirem as empresas com a ótica ESG.

No entanto, por enquanto, vemos uma procura ainda tímida na região, que não deve durar muito, visto que esse tipo de investimento já possui um destaque relevante em outros mercados e sua performance corrobora com essa adesão de investidores internacionais.

– Quais os principais pontos positivos dos investimentos ESG?

PEDRO – Segurança no investimento, melhor relação risco-retorno nos investimentos, perenidade dos negócios, alinhamento de valores, impacto positivo ao meio ambiente e a sociedade. De forma resumida, aquelas empresas que se preocupam com questões ambientais, sociais e de governança não aparecerão em jornais por escândalos de corrupção, de destruição de biomas, processos trabalhistas, envolvimento em trabalho escravo, fraudes, entre outros. Logo são investimentos mais seguros.

Além disso, essas empresas por estarem se adaptando a novas tendências, são empresas resilientes e que existirão por mais tempo. É comprovado que investimentos ESG podem apresentar retornos superiores com menor risco que um investimento sem a utilização desses critérios no processo de investimento. Alinhamento de valores diz respeito a investidores que não acreditam em certos setores da economia como: combustíveis fosseis, tabaco, armas, entre outros. E, a partir do investimento sustentável ele está alinhado seus valores e crenças aos seus investimentos.

– E quais os principais obstáculos encontrados durante o avanço dessa linha?

CAIO – Para muitos investidores, mais tradicionais, o investimento sustentável é apenas uma nova moda do mercado e que a única responsabilidade social de uma empresa é a de gerar lucros e distribuí-los entre seus acionistas, logo para uma grande parte do mercado o investimento das empresas para desenvolver critérios ESG são vistos como custos que não geram valor ao acionista.

Outra dificuldade é a falta de informação disponível para investidores locais e, além disso, há pouco estudo científico sobre esse tipo de investimento no país. Dessa forma, os investidores brasileiros estão bem atrás de investidores americanos e europeus que já utilizam esses critérios em suas análises.

Apesar da falta de informação, clientes da Lego que possuem interesse nesse tipo de investimento já são amparados por nossos assessores, que conhecem a temática e conseguem oferecer produtos exclusivos.

– Para este segundo semestre, no Brasil, quais as expectativas gerais do mercado financeiro?

CAIO – O cenário para Brasil está menos otimista do que no início de julho, mês que a vacinação começou a acelerar e deu indícios de uma reabertura e retomada da economia brasileira. Contudo, questões políticas, fiscais e inflacionárias fizeram com que esse cenário se deteriorasse. Para o segundo semestre, vemos o mercado de olho no andamento das negociações da PEC dos precatórios, do novo programa social de transferência de renda, o Auxílio Brasil, das reformas tributárias e administrativas.

Estamos de olho nos juros brasileiros, que deve continuar sendo elevado pelo Banco Central, chegando a próximo ou até acima de 8%, a inflação deve seguir pressionando essa elevação com a crise hídrica sendo um fator.

Em resumo, esperamos um segundo semestre com grandes oscilações, com a renda fixa voltando a ter destaque com taxas que chegam próxima a 1% ao mês, mas com grandes oportunidades no mercado de ações.

"Esperamos um segundo semestre com grandes oscilações, com a renda fixa voltando a ter destaque com taxas que chegam próxima a 1% ao mês."

Confira a entrevista exclusiva com os sócios da Lego Investimentos, Pedro Paulo Menezes e Caio Cobo.


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